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Aos professores de ED e demais mestres – Spurgeon [1/3]

30 dez

O texto inserido nos próximos 3 posts trata-se de uma palestra aos professores de Escola Dominical proferida pelo pregador batista reformado, Charles Haddon Spurgeon, “comumente referido como C. H. Spurgeon (19 de junho de 1834 — 31 de janeiro de 1892), foi um pregador Batista Reformado, nascido em Kelvedon, Essex na Inglaterra.

Spurgeon converteu-se ao cristianismo em janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, em 1851, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Condado de Cambridgeshire (Inglaterra). Em 1854 Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio.

Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas Escrituras Bíblicas lhe deram o título de O Príncipe dos Pregadores, em sua vida, Spurgeon pregou para cerca de 10.000.000 pessoas”.

O texto não é curto mas é muito edificante pela essência da mensagem e, embora, possa haver em algum momento alguma divergência doutrinária. Sugerimos que imprima, se assim ficar mais confortável para sua leitura.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Haddon_Spurgeon

 Como Ressuscitar os Mortos
por Charles Haddon Spurgeon 

Colegas de serviço na vinha do Senhor, permitam-me chamar a sua atenção para um milagre dos mais instrutivos realizado pelo profeta Eliseu, conforme vem registrado no capítulo quatro do segundo livro de Reis. A hospitalidade da sunanita fora recompensada com a dádiva de um filho. Entretanto, todas as bênçãos terrenais são de possessão incerta; depois de alguns dias o menino caiu enfermo e morreu.

A mãe angustiada, mas confiante, apressou-se a recorrer ao homem de Deus. Por meio dele Deus lhe fizera uma promessa que atendeu aos anelos do seu coração, e assim ela resolveu pleitear sua causa com ele para que a depusesse diante do seu Mestre e obtivesse para ela uma resposta de paz. A ação de Eliseu está registrada nos seguintes versículos:

“Disse o profeta a Geazi: Cinge os lombos, toma o meu bordão contigo e vai. Se encontrares alguém, não o saúdes, e, se alguém te saudar, não lhe respondas; põe o meu bordão sobre o rosto do menino. Porém disse a mãe do menino: Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei. Então, ele se levantou e a seguiu. Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não houve nele voz nem sinal de vida; então, voltou a encontrar-se com Eliseu, e lhe deu aviso, e disse: O menino não despertou. Tendo o profeta chegado à casa, eis que o menino estava morto sobre a cama. Então, entrou, fechou a porta sobre eles ambos e orou ao SENHOR. Subiu à cama, deitou-se sobre o menino e, pondo a sua boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele e as suas mãos sobre as mãos dele, se estendeu sobre ele; e a carne do menino aqueceu. Então, se levantou, e andou no quarto uma vez de lá para cá, e tornou a subir, e se estendeu sobre o menino; este espirrou sete vezes e abriu os olhos. Então, chamou a Geazi e disse: Chama a sunamita. Ele a chamou, e, apresentando-se ela ao profeta, este lhe disse: Toma o teu filho. Ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se em terra; tomou o seu filho e saiu” (2 Reis 4:29-37 .

A posição de Eliseu neste caso é exatamente a sua, irmãos, quanto ao seu trabalho por Cristo. Eliseu teve que lidar com um menino morto. É certo que no caso em foco tratava-se de morte natural. Mas a morte com a qual vocês terão que relacionar-se não é menos verdadeira por ser espiritual. Os rapazes e moças das suas classes, bem como os adultos, estão “mortos em delitos e pecados”. Queira Deus que nenhum de vocês deixe de compreender inteiramente o estado natural dos seres humanos! Se não tiverem claro senso da completa ruína e da morte espiritual dos seus meninos, não poderão ser uma bênção para eles. Aproximem-se deles não como se estivessem apenas dormindo, e como se por sua própria capacidade os pudessem despertar; mas sim como de cadáveres espirituais que só podem ser vivificados pelo poder divino. O grande objetivo de Eliseu não era purificar o corpo do defunto, ou embalsamá-lo com especiarias, ou envolvê-lo em linho fino, ou colocá-lo em postura própria, e depois deixá-lo, cadáver ainda. Visava a nada menos que a devolução da vida ao menino. Caros mestres, oxalá jamais se satisfaçam com propósitos que se restrinjam a oferecer apenas benefícios secundários, nem mesmo com a sua concretização. Lutem pela maior finalidade de todas: a salvação de almas imortais! Sua ocupação não e consiste simplesmente em ensinar as crianças a lerem a Bíblia, nem tampouco em inculcar-lhes os deveres morais, nem ainda em instruí-las na simples letra do evangelho. A sublime vocação de vocês é a de serem os meios, nas mãos de Deus, para trazer do céu a vida espiritual às almas mortas.

O ensino que ministram no dia do Senhor será um fracasso se os alunos continuarem mortos no pecado. No caso do professor secular, o bom aproveitamento demonstrado pela criança quanto aos conhecimentos prova que o professor não se esforçou em vão. Mas quanto a vocês, ainda que aqueles que estão a seu cargo venham a ser respeitáveis membros da sociedade, ainda que se tornem participantes assíduos dos meios da graça, vocês não acharão que as suas súplicas ao céu foram atendidas, nem que se cumpriram os seus desejos, nem que atingiram os seus altos objetivos, a não ser que algo mais tenha sido feito — isto é, a não ser que se possa dizer dos seus jovens: “O Senhor os vivificou juntamente com Cristo”.

Portanto, o nosso objetivo é a ressurreição! Ressuscitar os mortos é a nossa missão! Somos como Pedro em Jope ou como Paulo em Troas; temos ali uma Dorcas, aqui um Êutico para trazer à vida. Como é possível realizar obra tão singular? Se nos rendermos à incredulidade, ficaremos atônitos pelo fato evidente de que a obra para a qual o Senhor nos chamou está completamente além da nossa capacidade pessoal. Não podemos ressuscitar os mortos. Se nos pedissem para fazer isso, cada um de nós poderia dizer, como o rei de Israel: “Sou eu Deus, para matar e para vivificar?”. Contudo, o nosso poder não é menor do que o de Eliseu, pois ele não pôde devolver a vida ao filho da sunamita. É certo que não somos capazes de fazer palpitar de vida espiritual os corações mortos dos nossos alunos, mas um Paulo ou um Apolo seria igualmente incapaz. Precisaríamos ficar desanimados por causa disso? Não servirá, antes, para levar-nos a desprezar o nosso suposto poder pessoal, e conduzir-nos à fonte do nosso verdadeiro poder? Espero que todos nós já estejamos cientes de que o homem que vive na região da fé, habita no reino dos milagres. A fé negocia maravilhas, e sua mercadoria consiste de prodígios.

“A fé a promessa vê,
e só a contemplará;
do impossível se ri,
e brada: Assim será!”

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